quarta-feira, 31 de março de 2010

Gostei de ver!


Gosto de ver que as garotas de hoje, afinal, não são só unhas de gel e extensões caríssimas no cabelo e que os garotos não são só calças ao fundo do rabo com os boxer's dos simpsons à mostra.

Gosto de ver que também tomam atitudes como serem os primeiros a levantar-se no autocarro para dar lugar aos nosso velhinhos!

Afinal a juventude poderá não estar perdida, como dizem!



Caiu-me bem...fiquei contente...gostei de ver!


domingo, 28 de março de 2010

Aldeia de Montesinho...







Nunca tive aquela a que chamar A Minha Terra, devido ao trabalho do meu pai cresci em muitos lugares e mudei muitas vezes de casa.
No entanto, há um sítio que faz o meu coração acelerar...a pequena e esquecida Aldeia de Montesinho. Não cresci lá...mas vivi os Verões da minha vida naquela calçada, ruas envelhecidas, fonte, riachos e caminhos de terra batida de quem sobe a serra. Dessa aldeia tenho as pernas marcadas de corridas com os primos que acabaram no chão de paralelos, uma caixa cheia de fotografias bronzeadas de forma exagerada, tenho os ouvidos repletos de melodias de baile e os pés, que dançavam arrastados pelos braços do pai e tios-avós pelas músicas populares, ainda com o gostinho especial pelos arraiais.
Montesinho...hmmm. Todos os anos o mesmo ritual, quatro da manhã saíamos de casa, " para fazer a viagem durante a noite, senão durante o dia não se aguenta o calor". Inicialmente eu no banco de trás e a mãe no da frente, mais para os últimos anos o contrário por causa " do menino". Primeira paragem - estação de serviço BP - comprar rebuçados de café e seguiamos viagem, parando só para a Tita fazer xixi e para o Pepe trocar a fraldita e comer. Durante toda a viagem ria-mos muito, o pai rimava usando coisas do nosso quotidiano, no ano que a mãe estava grávida do Pepe as rimas foram todas sobre ele :( (lol) e cantavamos...muuuuiiitooo.
Desde que me lembro a viagem demorava cerca de 4 horas, com o passar dos anos foi encurtando o tempo.
As primeiras lembranças desta aldeia são de quando apenas dezasseis pessoas faziam lá a sua vida, sendo que dessas apenas três eram crianças. A escola ainda funcionava, havia uma professora para os dois meninos e para a menina contudo, quando cresceram (apenas duas das crianças cresceram) passaram à idade de ir para o liceu e a escola fechou. Só havia liceu em Bragança. Montesinho tem um café, os proprietários são de Bragança e só o abrem quando lhes apetece. Em toda a Aldeia só há um telefone, é da minha tia-avó Maria, que aluga quartos. O pão era feito, por uma outra dona Maria, fazia-o contadinho, um para cada familia, sendo que é daquele pão que dura uma semana. O peixeiro ia lá uma vez por semana, na sua carrinha. O merceeiro e o talho também. A água, essa chega a casa de cada um numas vasilhas azuis que se enchiam na fonte, a russada como o meu pai lhe chamava e eu, vá-se lá ver, também.
Conheço todas as casas da aldeia, mas apenas algumas por dentro. A minha bisavó tinha a casa, em tempos, considerada a mais bonita da aldeia. E como é linda. Lembro-me de ainda dormir nela...o cheiro a madeira, a cama com colchões de palha muito bem apertada, as divisões tão antigas. A cozinha tinha um fogão de pedra que funcionava a lenha, os armário de madeira pintados a verde e um banco que abria e lá dentro tinha lenha. O ferro para engomar a roupa, era todo em ferro, a avó rita (avó do meu pai) embrulhava na asa um farrapo e passava a roupa, até ao dia em que saiu da nossa beira. No quarto onde nós ficavamos, havia um alçapão, directamente para um curral onde antigamente se criava o gado. Por aí, durante o inverno, a avó alimentava os animais para não ter de ir para a neve. A Sala...tudo tão arrumado, um luxo...mas só a sala, como se estivesse à espera de visitas. Na sala de jantar só a mesa e um armário qeu ostentava bonitos copos e um faqueiro. O alpendre...o que sempre me apaixonou naquela casa, as rosas enrodilhadas na vedação. Como era bonita!
Das casas que o meu avô foi herdando, decidiu recuperar aquela em que ele tinha nascido. Fez para a família uma casa de férias, onde lá dentro nos esqueciamos que estavamos num local onde só se ouviam pássaros e fontes a correr. Mas só por dentro. Por fora, teve de ser construída com todo o rigor da paisagem que a rodeava, as pedras teriam de ser do monte e as soleiras das janelas e os telhados em madeira e lousa. Ficou um mimo.
Com essa casa, ainda que de maneira diferente, continuamos a passar lá as nossas férias, quinze dias de puro sossego, sem telemóveis (não havia rede), sem carros o que permitia que nós as crianças pudessemos voltar a casa apenas para comer e dormir e andar à vontade o resto do dia, às 7horas da manhã ouviam-se as cabras a ir para o monte com o tio João, durante o dia apenas a fonte e as crianças que vinham ali passar férias a rir e a correr e as 19h as cabras a descer do monte com o tio João.
Os returnados à terrinha durante aqueles quinze dias, iam para a casa do povo (que abria durante a festa da aldeia) e jogavam cartas a tarde toda, ou marcavam-se longos passeios pela serra. Uma grande família de pessoas que estão cada um em seu canto, a seguir a sua vida, voltando naqueles quinze dias, para matar saudades.
Um paraíso. Contado, ninguém acredita.
Agora já lá não vou à cerca de três anos. Há coisas que mudam, infelizmente.
A tia Maria, que tem telefone, ligou-me. Fiquei muito contente. Nunca pensei que ela desse as voltas que deu para descobrir o meu número novo, tendo em conta determinadas circunstâncias. Fiquei muito contente, ainda sou sobrinha neta dela diz a tia. Chorei.
Vivi tanto, foi essa aldeia que me deu o amor que sinto hoje por aldeias e locais que apenas pelo que nos mostram contam uma história incrível.
Este ano vou à minha linda aldeia. Este ano, vou ver a tia Maria e os primos todos de novo. Que se lixem as ‘determinadas circunstâncias’.

sábado, 27 de março de 2010

Afilhada és...Madrinha serás!


A minha Madrinha sempre foi uma referencia para mim. Temos pouca idade de diferença, apenas dez anos e isso ajudou bastante. Sempre quis ser como ela...quando ela deixou crescer o cabelo também deixei, quando ela andou de saia até aos pés também quis uma, até deixei a fralda porque ela me ofereceu umas cuequinhas e eu não as queria sujar...e caí no ridiculo de passar a tarde de domingo a levantar a saia e dizer "são cuecas da inha".

Sei que também sempre fui a menina dos olhos dela, ela escrevia-me cartas quando ainda não havia telemóveis, mesmo sabendo que no fim-de-semana ia estar comigo, via sempre que estava comigo os meus cadernos para que eu fosse boa aluna, contava-me os segredos dela e dormia agarrada a mim.

Quando eu fiquei triste porque os meus pais se divorviaram, assumiu o papel de madrinha e mesmo não tendo carta conseguiu chegar ao local onde eu morava na altura e deu-me um abraço e levou-me para a casa dela, quando fiquei triste por achar que não ia ter dinheiro para ir para Aveiro, ela foi outra vez à minha casa mesmo já estando na cama e arranjou maneira de eu ter quem me ajudasse nos primeiros tempos, esteve lá sempre.

Nos últimos anos, tenho andado mais rabugenta e mais metida comigo mesma e sei qeu ela pensa que não somos as mesmas. Mas ainda assim, no domingo de ramos do ano passado, disse-me que ia ter um bebé...eu abracei-a com força e só a ouvi dizer que eu era a menina dela. Como me havia prometido há alguns anos atrás, ia ser madrinha daquele bebé...

A semana passada assumi esse papel e, como em tudo, vou fazer dela a minha referencia e dar ao pequeno Rodrigo tudo aquilo que a mãe dele me deu, ainda que Madrinha não seja dar, seja estar....e da mesma forma que ela esteve para mim eu vou estar para ele.



Porque é dia de ramos, porque eles são Mesmo muito importantes para mim!


quinta-feira, 25 de março de 2010


Não tem nome este estado de graça, de se sentir a vida pulsar debaixo da pele e coragem para fazer tudo o que ainda não conseguimos . Não tem nome, nem pode ter, porque é tão forte e tão grande que não cabe num dicionário . Não é paixão porque não dói, nem atracção porque não inquieta . É um quase tudo mas ainda não é nada, porque não houve tempo . E o tempo, que tão sabiamente apaga desejos incendiários e nos resolve dramas de tirar sono e secar lágrimas, é mais uma vez o nosso maior aliado, de mãos dadas com a euforia que nos enche de graça e existência . Só é preciso não ter pressa, deixar passar o tempo devagarinho e fazer figas para dar certo . E eu ADORO fazer figas .

quarta-feira, 17 de março de 2010


... Bom mesmo é ir á luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve. O tempo faz tudo valer a pena. E nem o erro é desperdicio.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quando achamos que sabemos tudo...


Ele ensinou-me a levar ao extremo a palavra gostar...mas também me ensinou a distinguir um sorriso amigo de um sorriso impostor.
Ele insistiu para que continuasse a dar tudo pelos outros...mas só por aqueles que o merecem e insistiu para que eu não fingisse que não reparava quando as pessoas queriam apenas receber e usurprar boas-vontades.
Ele ensinou-me a ter mais amor próprio, a amar o silêncio e a exigir que respeitem o meu silêncio como respeito o dos outros...
Ele mostra-me como ser uma pessoa melhor, mas também me fez ver que há alturas na vida em que é necessário atacar de forma letal os cinicos, ser grato só a quem me quer realmente bem e a curar as feridas bem longe de alguns outros!

quarta-feira, 10 de março de 2010

A grande inauguração...


Bem-vindos ao meu blog.


Em dias que apenas a escrita nos acalma, que apenas por palavras se transmite aquilo que nos vagueia e atormenta a alma, muitas vezes falta o feedback.


Falta aquele comentário de quem não nos ouve só porque pedimos, aquele de quem nos lê porque quis vir ler-nos! Aquela opinião que só aparece se e só se quem nos lê quiser opinar, quiser acalmar-nos, tirar-nos dúvidas ou simplesmente rir connosco.


Por andar há muito tempo por estes dias em que preciso que me comentem porque têm vontade de o fazer, decidi partilhar o que vou escrevendo! Partilhar o que penso, o que sinto, as minhas dúvidas e o que vou vivendo...


A todos os que me estão a ler...Voltem sempre :)


Beijinhoooos!